DJVU 200 Crônicas Escolhidas by Rubem Braga pc amazon read direct link no registration

Book description
Foram vinte meses debulhando-se, em pequenas doses, sobre as crônicas de Rubem Braga, cerca de 600 dias acompanhando a trajetória do mais famoso capixaba de Cachoeiro de Itapemirim ao longo de quatro décadas de carreira, do jovem promissor do Espírito Santo a repórter em São Paulo, no front da Segunda Guerra na Itália à sua amada Ipanema e além. A crônica é um gênero que não se encontra em nenhuma outra literatura, por mais banal que pareça. Como José Castello diz, na introdução desta obra, junto de uma definição extremamente cômica do gênero oriunda do dicionário Aurélio:Oscila entre a realidade e a fantasia, o jornalismo e a ficção (...) a crônica é um universo à parte, que se basta e dá conta de si.Biografia, em geral escandalosa, de uma pessoa.Mas é muito fácil perceber por que Rubem Braga é um verdadeiro mestre, inalcançável e insuperável, quando tratamos de crônica: o que parece vermos atualmente naqueles que se dizem cronistas (e, também culpados na era da informação, blogueiros) é a exaltação do Eu, e, pior, sua promoção como a descrição de uma vida quasi-perfeita e idealista daqueles que a apresentam. Todos montam seus textos para que o mundo os veja como pioneiros, desbravadores e únicos. Quantos blogs não vemos sobre as viagens de intercambistas, como elas mudaram suas vidas e as amizades que fizeram? Ou que tal as inúmeras reflexões sobre como são os relacionamentos atualmente, que precisamos nos desapegar e sentir livres para conhecer alguém que nos faça completos? O mundo está cheio desses escritores extremamente inovadores, como se vê, e nenhum, absolutamente nenhum, está perto de ser o que Rubem Braga foi para a literatura brasileira. Como cronista, era inevitável que várias de suas histórias recaíssem sobre experiências próprias e eventos de sua vida, mas algo que o torna diferenciado de tantos outros Eus que clamam para que suas vidas sejam lidas e aclamadas pelo povo como singulares e de suma importância é justamente o seu desprendimento do seu próprio Eu mais do que sua promoção, para dar lugar ao cotidiano, ao minucioso e irrelevante na vida da grande cidade. Rubem Braga foi o responsável por apresentar a seus leitores o lado pequeno da vida, os acontecimentos, encontros e detalhes que nenhum outro se prontificaria a fazer, como por exemplo descrever um homem que nada no mar enquanto ele permanece debruçado sobre sua varanda (Homem no Mar, pág. 284), contar de quando descobriu que seu pé de capim era na verdade milho (Um Pé de Milho, pág. 85) ou, no exemplo que apenas um gênio pode dar, mostrar da maneira mais sucinta e clara qual a função de um cronista em meio às notícias do dia-a-dia (Os Jornais, pág. 241). Essas crônicas mostram um glimpse da genialidade de Rubem Braga e de como ele sabia o que devia fazer como cronista: mostrar os pequenos acontecimentos, para que aqueles que apenas se viam presos à realidade frenética dos horários comerciais pudessem ver um outro lado da realidade, muito mais simplório, porém igualmente importante para a vida. Lembro-me da frase que o jornal O Estado de S. Paulo usou para descrever Rubem Braga (e também Manuel Bandeira), na ocasião da publicação deste livro:Ambos enraizaram sua literatura na valorização do cotidinano, na elaboração da palavra humilde, no predomínio do tom menor.Mesmo ele não fugiu às narrativas em que o personagem principal era o próprio Braga, mas inclusive nessas egocêntricas estórias, esse tom menor era o mais forte nas palavras. Algumas falavam das mulheres que encontrara na vida, mas as mais interessantes são aquelas que ele regressa, fisica ou mentalmente, à sua terra-natal, como Em Cachoeiro (pág. 138), A Minha Glória Literária (pág. 392) ou a hilária saga de infância envolvendo as irmãs Teixeira (págs. 415-420). Seu apego às suas origens, naquela época exóticas e misteriosas para os requintados sudestinos dos outros três estados, e sua vontade de perpetuá-las (novamente detalhando as mais ínfimas das coisas) denotam, entretanto, uma certa melancolia nas suas palavras não muito raramente, e parecem indicar que um de seus maiores medos era deixar o mundo, por conseqüência, tornando essas memórias inacessíveis, esquecidas pelo tempo e pela efemeridade da vida. É de se destacar, também, uma certa mudança na visão do mundo do cronista ao longo dos anos, passando de um detalhista prático e humoroso para um ser cansado e, de certa forma, inconformado com o avanço do tempo, perfeitamente evidenciado nas duas últimas crônicas do livro, Ela Tem Alma de Pomba (pág. 497) e Sons de Antigamente (pág. 499), que foram publicadas com um intervalo de dez anos entre si, curiosamente. Penso constantemente na tristeza em que parece ter vivido seus anos finais, celebrado como figura essencial na literatura brasileira do século XX, mas deprimido com os tempos idos aos que não poderia mais retornar.Mas a verdade é que Rubem Braga, com seu estilo irreverente e único, conseguiu perpetuar suas palavras e memórias na História, e sua genialidade é tanta que mesmo nós, que vivemos em uma era tão acessível, tão informatizada e tão dinâmica, vamos ler suas crônicas e desejar ter vivido nos mesmos dias que ele. São 200 crônicas escolhidas, e todas elas têm o potencial para se tornar a favorita do leitor. Mesmo eu listei aqui apenas uma ínfima seleção da lista que fiz com as minhas prediletas, mas suponho que não valha a pena revelá-las a quem leia esta resenha, fica a cargo do leitor se debruçar sobre este livro e selecionar suas próprias crônicas escolhidas de Rubem Braga.
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